Compilado das pesquisas mais recentes (Datafolha, Quaest, AtlasIntel) e probabilidades implícitas da Polymarket. Atualizado em maio/2026.
Cenário estimulado · % das intenções de voto · abril/2026
Por que tanta diferença? AtlasIntel (digital, RDR) tende a captar maior polarização Lula × Flávio e quase zero indecisos. Datafolha e Quaest (presenciais) capturam mais brancos/nulos e indecisos, achatando os percentuais dos líderes.
abr/2026 · n=2.004 · margem ±2pp
abr/2026 · n=2.004 · margem ±2pp
abr/2026 · n=5.008 · margem ±1pp
Repare: na AtlasIntel, brancos/nulos somam apenas 0,5% e indecisos 0,1% — quase nada. O método digital empurra o eleitor a escolher um nome.
fev–abr/2026 · cenário principal estimulado
Distância encolhe de 6pp para 5pp. Lula estagnado em 37%; Flávio sobe de 29% para 32%.
fev–abr/2026 · cenário principal estimulado
Lula oscila entre 45,9% e 46,6% — estável. Flávio sobe de ~38% para 39,7%.
A reviravolta do início de 2026
Lula caiu de 43% para 40%; Flávio subiu de 38% para 42% — ultrapassagem em abril.
O ponto de virada (mar/26)
Em março, Flávio passou Lula no 2º turno pela 1ª vez na série AtlasIntel.
Sem lista de candidatos · Datafolha vs Quaest (abr/26)
O dado mais revelador. 42% (Datafolha) e 62% (Quaest) dos eleitores não conseguem citar nenhum nome quando perguntados de boca limpa. A corrida está, na prática, indefinida fora do núcleo polarizado Lula/Flávio. A campanha de TV/rádio (a partir de agosto) e os debates serão decisivos.
abr/2026 · todos dentro da margem de erro
Diferença líder − adversário (em pp)
Lula vence com folga apenas contra Renan Santos (+17,6pp) e Caiado (+4,6pp). Em todos os outros cenários, é empate técnico ou derrota. Curiosamente, Haddad perde para Flávio por mais que Lula (-3,8pp) — o petista sem o cabo eleitoral do PT é mais frágil.
abr/2026 · AtlasIntel × Datafolha
Os dois favoritos têm rejeição superior a 45%. Lula e Flávio têm o mesmo problema: cada um tem metade do país que jura nunca votar nele. Na AtlasIntel, "outsiders" como Renan (42%) e Haddad (42%) já têm rejeição alta também — sinal de que a polarização contamina o restante.
"Conhece e votaria" vs "Conhece e não votaria" vs "Não conhece"
O teto da direita. Zema e Caiado têm 50% do eleitorado que ainda não os conhece — espaço para crescer. Renan, Daciolo e Cury são desconhecidos por mais de 2/3 dos eleitores. O teto teórico de Lula e Flávio é baixo: ambos têm rejeição declarada de mais de 50%.
Probabilidade implícita · 03/05/2026 · ~US$ 64M em volume
Por que Flávio à frente, mesmo com Lula liderando o 1º turno? O mercado precifica o 2º turno: empates técnicos com retraso consistente para Lula entre independentes, alta rejeição do governo, e a leitura de que a oposição tende a se consolidar até outubro.
Probabilidade de chegar ao runoff
Mercado dá 88% de chance de Flávio chegar ao 2º turno e 76% para Lula. Probabilidade de decisão no 1º turno: apenas 7,5%.
Mercado mais incerto, ~$264k de volume
Disputa pela vaga simbólica de "fenômeno": Zema (40%) leva ligeira vantagem sobre Renan Santos (35%), mesmo com Renan superando Zema na AtlasIntel.
Perfil do eleitorado de cada candidato
Base sólida: Nordeste, periferias urbanas, evangélicos progressistas, beneficiários de programas sociais (Bolsa Família, BPC), eleitores acima de 45 anos com baixa renda. Desafio: estagnação no Sudeste e perda entre independentes, onde aparece atrás de Flávio (27% × 32% na Quaest). Aprovação do governo em 53% de desaprovação pesa.
Herda: o eleitorado bolsonarista (Jair endossou). Cresceu de ~20% para ~40% desde fim de 2025 ao consolidar a direita após Tarcísio desistir do nacional. Forte em: Sul, Sudeste, classe média, eleitores brancos, masculinos, ensino superior. Limite: rejeição de 50% e teto histórico do bolsonarismo.
Aposta do "centro-direita não-bolsonarista" para reorganização do campo. Tem 50% de não-conhecimento (espaço pra crescer), porém pena com base territorial estreita (Goiás) e dificuldade de penetrar fora da agro/conservadores.
Tese liberal radical ("zerar custo Brasil", privatização total). Eleitor pequeno empresário, jovem urbano de centro-direita anti-PT mas anti-bolsonarista. Cobiçado como vice tanto pelo PL quanto pelo PSD.
Coordenador do MBL. Captura voto jovem, anti-establishment. Atinge 5% na AtlasIntel (digital), o que sugere base muito conectada online — eleitorado fluido e instável.
Datafolha: 14% (10% B/N + 4% NS). Quaest: 16% (11% B/N + 5% indecisos). AtlasIntel: ~0,6% (efeito metodológico). 41% querem alguém "nem-nem" segundo a própria Quaest. Esse é o eleitorado decisivo.
Cinco conclusões a partir dos dados